O apartamento privativo no trigésimo primeiro andar era uma extensão perfeita da personalidade de Henrique: minimalista, imponente e assustadoramente luxuoso. As paredes de vidro do chão ao teto revelavam uma vista panorâmica de toda a cidade iluminada sob o céu noturno, mas a imensidão lá fora só fazia o espaço interno parecer ainda mais isolado do resto do mundo.
O som metálico do elevador privativo se fechando atrás de nós soou como o estalo de uma armadilha perfeita.
— Fique à vontade, ba