A mesa de jantar da mansão dos Fontes parecia um tribunal. O lustre de cristal projetava uma luz fria sobre os talheres de prata, e o silêncio só era quebrado pelo som metálico dos pratos. Eu estava sentada exatamente na frente de Laura. À cabeceira, na posição de poder que lhe cabia por direito, estava Henrique.
Ele vestia uma camisa preta, perfeitamente alinhada, e segurava uma taça de vinho tinto com a mesma mão que, há poucas horas, se afundava na minha coxa.
— Tina, você está tão quieta