O silêncio da suíte 1503 tornou-se um inimigo incômodo. No escuro do quarto, o ponteiro do relógio digital na mesa de cabeceira marcava meia-noite e quarenta. Mative-me acordada, encarando o teto e remoendo o espetáculo lamentável do corredor. A memória do toque de Henrique, a sua possessividade sufocante e a sombra das ameaças de Michele giravam em minha mente como uma tempestade sem fim. O meu corpo ainda trazia as marcas daquela entrega sob o chuveiro, mas a minha alma estava exausta de ser