As portas de metal do elevador se abriram com um bipe suave no trigésimo andar, devolvendo-me à atmosfera gélida e silenciosa da presidência. O ar-condicionado atingiu minha pele com uma onda fria, mas por dentro o meu corpo continuava queimando. A mensagem de Henrique ecoava como um eco distante na minha mente, um lembrete constante de que, naquele andar, quem ditava o ritmo dos meus passos era ele.
Helena não estava em sua mesa; a recepção permanecia em um silêncio absoluto. Caminhei com pa