O silêncio que se instalou na sala do meu apartamento era denso, sufocante e pesado. A respiração de Henrique vinha em impulsos curtos e desordenados, o cheiro forte de uísque impregnando o ar. Ele permaneceu estático no meio do ambiente, a garrafa pendendo frouxa entre os dedos rígidos. Ele estava visivelmente perturbado, bêbado demais para raciocinar com qualquer lógica ou manter a costumeira postura de controle.
— Por favor, Valentina... não faz isso comigo — ele começou a implorar, a voz