Sustentei a arremetida daquele olhar por longos e intermináveis segundos. Henrique continuava parado no meio do corredor, a sombra da arrogância desenhada em seu rosto, esperando que a visão daquela mulher destruísse a minha postura, que o ciúme me fizesse fraquejar ou que o ferimento no meu ego me levasse às lágrimas. Ele queria desespero. Queria a confirmação de que ainda exercia algum tipo de poder emocional sobre a minha vida.
Em vez disso, dediquei a ele a coisa mais perigosa que um homem