Minha cabeça girou. A declaração dele ecoou pela sala imensa como um golpe no meu estômago.
— Trabalhar aqui? — repeti, abrindo os olhos abruptamente e encarando os olhos escuros e insondáveis de Henrique. — Ficou louco? Eu tenho as minhas aulas na faculdade, eu tenho a minha vida! Eu não posso simplesmente vir trabalhar para você.
— Você pode e vai. — ele respondeu com a tranquilidade aterrorizante de quem está acostumado a ter todos os seus caprichos atendidos.
Henrique levou a mão até