Bati duas vezes na porta, mas não esperei resposta. Entrei.
Ele estava sentado na beira da cama, de cabeça baixa, os cotovelos apoiados nos joelhos. Parecia um menino. Um menino perdido.
— A gente pode conversar?
minha voz saiu calma.
Ele ergueu os olhos. Havia algo diferente ali. Cansaço, talvez. Ou medo.
— Eu juro Laura... Eu não planejei isso, não fazia ideia do que estava acontecendo.
Só neguei... Isso nem tinha mais importância. Não era algo da minha responsabilidade. Não era algo m