Passei a mão pelo rosto, tentando organizar os pensamentos que gritavam dentro da minha cabeça. Segurei o envelope ainda fechado, como se o peso dele fosse maior que o de qualquer decisão que já tomei na vida.
Vicenzo estava parado ali, braços cruzados, me olhando com a cara de quem sabia que eu tinha ferrado tudo.
— Vai mandar pra onde?
ele perguntou com a voz firme.
— Quero um laboratório de fora da cidade. Sem nossos nomes, sem nada que possa ligar isso à família...
minha voz sai