102: Verdade imperfeita

Magnus Blackwood

Eu só queria conseguir ficar de pé depois de ter dito a Aurora que a amava sem que o medo de tê-la assustado ou de perdê-la me derrubasse, mas a vulnerabilidade ainda queimava na garganta e as mãos precisavam de qualquer tarefa para não tremerem à toa.

Naquela noite Samuel me encontrou sozinho no celeiro. Eu escovava Cometa apenas para ocupar as mãos. O cheiro de feno, couro e cavalo era familiar, quase reconfortante. A luz amarela da lâmpada balançava levemente com o vento q
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