A ENCOMENDA NO ESCURO
BETTINA
Assim que as portas pesadas se fecham após a fuga covarde de Genaro, o silêncio da mansão de Palermo cai sobre mim como uma afronta. Solto o ar que prendia nos pulmões e cruzo os braços com força contra o peito, sentindo o ódio pulsar em cada terminação nervosa do meu corpo. Caminho até o centro da sala com passos firmes, sem me importar com o luxo ao meu redor, e deixo escapar uma risada amarga, estridente e carregada de escárnio que ecoa pelas paredes vazias.
— C