- Quem ficará com o quadro depois de pronto? Eu ou você? – Perguntei, enquanto o via morder levemente o cabo do pincel, observando-me atentamente.
- Não existe eu ou você, Aimê. Existe “nós”. O quadro ficará no nosso quarto.
Respirei fundo, sentindo meu coração acelerar. Como ele conseguia dizer aquilo e achar que eu não o agarraria?
Foi imediata a forma como fui até ele, que tentou me impedir de aproximar-me com um pincel contendo tinta azul.
Eu ri:
- Acha mesmo que tenho medo da sua tinta?
-