“Há amores que precisam morrer para que outros sobrevivam.”
Isadora deu um passo à frente, furiosa.
— Não me chame assim!
— Como você quer ser chamada? — Amanda retrucou. — De assassina? De manipuladora? De mulher que sorri quando alguém morre?
Isadora respirava rápido agora. O robe parecia pequeno demais para conter a tensão do corpo.
— Você nunca me entendeu! — gritou. — Nunca quis me entender!
— Eu te defendi! — Amanda respondeu, a voz quebrando. — Contra tudo e contra todos! Inclusive contra a sua irmã!
O nome pareceu acender algo dentro de Isadora.
Clara…
Os olhos dela escureceram.
— Então é isso. A santinha doce conseguiu te manipular. É por isso que está me tratando assim? O que ela fez ? Chorou no seu ombro? Disse que te amava? Fez um drama…
— Não Isadora, Clara nunca precisou manipular ninguém para ser amada. É da natureza dela ser quem ela é.
— Natureza? Ah… faz me rir, mamãe. Agora vai ficar do lado daquela sonsa? Depois que a humilhou, a desprezou, agora quer correr atrás