POV: VANESSA
O som do motor do Mercedes de Gustavo morrendo ao longe foi como o estalo de um chicote. Fiquei parada no meio da sala, o celular ainda quente contra a palma da minha mão. Eu sentia uma vibração estranha no ar, uma estática que fazia os pelos do meu braço se arrepiarem.
— Ele está nervoso — sussurrei para as paredes vazias. — É a pressão. Ele só precisa de tempo.
Tentei me convencer, mas o meu estômago dava voltas. A forma como o Gustavo saiu, o modo como ele mal me tocou… h