POV: DIEGO
O som do elevador descendo parecia o fechamento de uma tumba. Eu ainda conseguia sentir o cheiro do café da Helena nas minhas narinas — um cheiro de vitória que, até dez minutos atrás, eu tinha certeza de que era minha. Saí pelo hall do edifício no Chiado tentando manter a coluna ereta, o rosto impassível, a máscara de advogado imperturbável que levei quinze anos para polir. Mas por dentro, eu estava em chamas.
Entrei no meu carro e não dei a partida. Apoiei a testa no volante, se