POV: DIEGO
Saí da casa do Caio sentindo o cheiro de pólvora no ar. Lisboa, lá embaixo, brilhava com aquela calma mentirosa de quem não sabe que o chão está prestes a abrir. Entrei no meu carro, mas não liguei o motor de imediato. Fiquei ali, no escuro, processando o espetáculo deplorável que tinha acabado de presenciar.
O jantar foi um balé de máscaras. O Gustavo agindo como se fosse o dono do mundo, o Caio suando frio a cada gole de uísque, e a Helena... a Helena foi a grande surpresa d