O som da explosão ainda parecia vibrar dentro da cabeça de Coroa.
Um zumbido constante.
Incômodo.
Perigoso.
Ele passou a mão pelo rosto mais uma vez, sentindo o sangue misturado com poeira.
Mas a dor…
Era o de menos.
O problema era outro.
Muito maior.
— Chefe… — um dos homens se aproximou — perdemos dois.
Coroa nem olhou.
— Eu vi.
A voz saiu seca.
Fria.
Mas por dentro…
Ele já estava juntando as peças.
Rápido.
Sempre rápido.
— Isso não foi improviso — ele murmurou.
Os olhos varrendo o cenário de