Alice
A câmera já estava desligada.
Mas a sensação de estar sendo observada continuava.
Ele ainda segurava meu rosto, os dedos firmes na minha mandíbula, o polegar quase tocando o canto da minha boca.
— Você não quebrou — ele murmurou, analisando meus olhos como se procurasse rachaduras invisíveis. — Mas quase.
Eu não respondi.
Aprendi rápido que, com ele, silêncio também era estratégia.
Ele soltou meu rosto devagar.
Deu dois passos para trás.
O espaço entre nós deveria me aliviar.
Não aliviou