Os dedinhos finos de Leo agarraram o copo.
Ele não levantou o rosto. O olhar da criança continuou no chão. Num movimento rápido e apavorado, Leo puxou o copo da mão de Arthur e girou o corpo pequeno, correndo de volta para dentro do quarto de hóspedes.
Ele bateu a porta e girou a fechadura.
Arthur continuou sentado no chão da sala de estar, a mão esticada no ar.
Clara cruzou os braços, encostada no batente do corredor.
- Um passo. - Ela disse. - É o que o seu dinheiro compra hoje, Arthur.
Arthu