Alguns meses se passaram. A barriga de Ravena já era impossível de esconder, redonda e firme, e ela reclamava todos os dias que não enxergava mais a ponta do próprio pé. Eu, por outro lado, não conseguia parar de colocar a mão ali, como se o bebê fosse desaparecer se eu não confirmasse a cada cinco minutos que ainda estava.
Naquela manhã, o clima no apartamento era de nervosismo contido.
Ravena andava de um lado para o outro na sala, já vestida, a bolsa da gestante pendurada no ombro.
— E se