Seis meses se passaram. Aurora tinha se transformado na alegria absoluta da casa.
Era uma bebê loira, de cabelos finos e claros que brilhavam quando a luz batia. O rostinho redondo e os olhos eram assustadoramente parecidos com os meus — todo mundo repetia isso sem parar. Minha avó dizia que era “xerox do pai”. Minha sogra jurava que o sorriso era da Ravena, mas o resto era cópia minha. Eu só conseguia ficar olhando para ela por longos minutos, ainda meio incrédulo de que aquilo tudo era real