Caminho devagar pela galeria ao lado da minha mãe. Ela logo avista duas amigas antigas e vai conversar com elas, animada. Fico sozinha perto de uma parede com quadros abstratos. Observo as cores fortes quando um homem se aproxima. Ele deve ter uns trinta e poucos anos, terno azul escuro e sorriso simpático.
— Boa noite. Desculpe incomodar, mas você parece realmente interessada nessa obra. Eu sou o Rafael — diz ele, estendendo a mão.
Aperto sua mão e sorrio.
— Boa noite. Sou Ravena. Sim, gosto d