No dia seguinte, tomei coragem e fui até a empresa de Michel. Por fora eu estava firme e forte, com o terninho bem passado e o passo decidido, mas por dentro meu peito doía como se estivesse sendo esmagado. Entrei na sala dele sem bater, fechei a porta e fiquei de pé.
— Michel, vim pedir demissão — disse diretamente, voz firme.
Ele levantou da cadeira imediatamente, o rosto pálido de choque.
— O quê? Ravena, você não pode estar falando sério. Senta, por favor. Vamos conversar.
— Não preciso sen