Um mês se passou. Foram trinta dias divididos entre o hospital, a delegacia e a empresa. Minha rotina havia mudado completamente. Todas as manhãs eu passava pela UTI antes de qualquer compromisso. Conversava com Ravena. Segurava sua mão. Contava as novidades da investigação. Mesmo sem abrir os olhos, ela continuava apresentando pequenas evoluções. Os médicos diziam que seu organismo reagia bem. Os movimentos das mãos eram mais frequentes. Às vezes ela franzia a testa quando ouvia minha voz.
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