Os dias seguintes passaram mais rápido do que eu esperava. Marcos e eu acabamos nos aproximando. Eu dava carona pra ele todos os dias — ida e volta. No caminho, conversávamos sobre tudo: trabalho, as fofocas da Nexus, séries ruins que passavam na TV e até sonhos bobos pro futuro. Ele já não cheirava mais mal e até tinha cortado o cabelo melhor. Virou uma companhia estranha, mas boa.
Numa sexta-feira à noite, depois do pagamento do primeiro salário, ele chegou em casa com um sorriso enorme no