Capítulo 23
Korine Mille
Enquanto Mara descarregava toda a sua raiva no Gael, o barulho atraiu meu pai, senhor Antônio. Ele surgiu no alpendre com a espingarda nas mãos, o olhar firme e decidido.
— Chega, Mara! — disse, mas não em tom de repreensão, e sim de proteção. — Esse homem não vai mais te tocar.
Gael, ainda bêbado e caído no chão, levantou as mãos em desespero.
— Eu amo a Mara! Eu não vivo sem ela! — repetia, tentando convencer a todos.
Meu pai se aproximou, apontando a espingarda