O ESTACIONAMENTO
Dezessete e quarenta e três. A porta do hospital ficou pra trás e o vento bateu no meu rosto com cheiro de escapamento e fim de tarde.
O médico tinha falado que correu bem. Que meu pai estava saindo da anestesia. Que amanhã, no horário de visita, eu já poderia falar com ele. Eu tinha acenado, agradecido, guardado o notebook na mochila como se estivesse fechando uma reunião de trabalho. Não tinha chorado. Não tinha desmoronado na cadeira de plástico. A vida já me ensinou que