Thor dirigia pelas ruas da cidade com a mente em ebulição. O celular vibrava insistentemente no banco do passageiro. Ele viu o nome Minha Vida na tela, mas rejeitou a ligação sem pensar duas vezes.
Na cobertura, Celina, sentada no sofá, olhou para o celular com os olhos marejados e sussurrou para si mesma:
— Não adianta recusar, eu vou ligar até você atender.
Determinada, ela ligou novamente. Mais três vezes. Thor recusou todas.
— Agora não, amor… — murmurou Thor, apertando com força o volante.