Fernando
A raiva fervia no meu corpo como algo vivo e pulsante. Apertei o maxilar, os músculos rígidos. Me culpei e isso doía quase tanto como a minha fúria. Como não percebi? Como deixei passar? Justo eu. Dono de uma empresa de tecnologia. Um homem familiarizado e treinado para enxergar riscos, brechas e falhas. E ainda assim, a privacidade da minha filha e a minha, havia sido violada dentro da minha própria casa.
Esse pensamento me corroía. Viviane tinha cruzado uma linha que não tinha volta.