Samanta
Saí do trabalho arrastando um pouco os pés cansados dos saltos, o cansaço grudado no corpo e a cabeça cheia de números que eu não queria mais ver nem pintados de ouro. Tudo o que eu queria era chegar em casa, tirar o salto e fingir que o mundo não existia por algumas horas. Mas assim que empurrei a porta de vidro e pisei na calçada, parei.
Erick estava encostado no carro, com a postura relaxada de sempre, como se simplesmente estivesse ali só para admirar o tempo. Os braços cruzados, a