KIEZA JONES
Ele se mudou para cá há dois dias, então eu esperava ver caixas perdidas espalhadas, mas tudo era tão polido e organizado que parecia que ele morava aqui há anos. Um sofá cinza elegante e uma TV de tela plana de oitenta polegadas dominavam a sala de estar, acentuada por uma mesa de centro baixa laqueada, luminárias chiques industriais e a pintura abstrata de Kai, são alguns quadros que eu fiz para ele. Vislumbrei uma máquina de café expresso na cozinha e uma mesa com tampo de vidro e cadeiras estofadas cinzas na sala de jantar, mas fora isso, não havia muitos móveis dignos de nota. Era uma diferença drástica da coleção bagunçada, mas aconchegante, de Kai, de livros aleatórios, equipamentos esportivos e maquetes que ele colecionava de seus trabalhos.
— Você é minimalista, hein? — Examinei uma estranha escultura de metal que parecia um cérebro explodindo, mas provavelmente custava mais do que meu aluguel mensal. Nossa, apesar disso é uma Clean Home.
— Não vejo sentido em c