Elijah Hale
O som do caos corporativo ainda ecoava nos meus ouvidos, mas enquanto eu observava a linha do horizonte da cidade pelo vidro fumê do carro, tudo o que eu conseguia ouvir era a respiração leve de Mia ao meu lado. O anúncio oficial tinha sido um terremoto. Todo mundo estava em choque, as ações da Hale Enterprises tinham atingido um teto histórico e Julian Thorne parecia pronto para comprar a própria estátua da liberdade e renomeá-la em homenagem à filha.
Mas, para mim, o sucesso não estava nos gráficos de barras verdes. Estava no fato de que, pela primeira vez, eu sentia que o chão sob nossos pés não era feito de areia movediça.
— Você está muito quieta — eu disse, pegando a mão dela. Seus dedos estavam entrelaçados aos meus, e eu sentia a frieza típica de quando ela estava processando algo grande.
— Só estou pensando que, há alguns meses, eu estava preocupada com o boleto do aluguel. E agora, o mundo inteiro sabe que eu sou uma Thorne-Hale — ela respondeu, com um sorris