Gabriel Smith
Acordei como quem retorna de um mergulho profundo, os sons e as luzes do mundo chegando aos poucos, como se alguém girasse lentamente o botão do volume da vida. Por um instante, não sabia onde estava. Tudo era branco, silencioso, frio. Senti um peso suave sobre minha mão. Quando forcei os olhos, vi Sophia. Ela estava ali, sentada ao meu lado, segurando minha mão com força, os olhos vermelhos de tanto chorar.
— Gabriel... — a voz dela era um sussurro, carregado de emoção. — Você voltou... graças a Deus, você voltou...
Tentei sorrir, mas meus lábios estavam secos. Minha garganta arranhava, como se eu não falasse há séculos. Eu queria dizer que estava ali, que a ouvia, que sentia sua mão quente sobre a minha, mas só consegui apertar de leve seus dedos.
Sophia se inclinou, lágrimas escorrendo pelo rosto.
— Me perdoa... me perdoa por não ter te ouvido, por não ter acreditado em você. Eu te amo, Gabriel. Eu te amo tanto...
Senti meus olhos arderem. Eu queria dizer que nã