O quarto do hospital estava silencioso naquele horário da noite.
Silencioso… mas não frio.
A luz baixa amarelada deixava tudo mais aconchegante. O som distante de rodas de maca passando pelo corredor, o bip contínuo de algum monitor em outro quarto e o cheiro característico de hospital criavam um ambiente estranho — entre o desconfortável e o seguro.
Quando Arthur abriu a porta do quarto de Sofia, a primeira coisa que viu foi a menina sentada na cama, toda torta de concentração, com a língua pr