Estevão Narrando
Chegamos em casa e o silêncio dela me dizia mais do que qualquer palavra. Não forcei nada. Só larguei as chaves no móvel da entrada, tirei o paletó e segui pro quarto, sabendo que ela vinha atrás.
— Vamo tomar um banho… — falei baixo, sem muita cerimônia.
Ela assentiu e veio junto. No banheiro, enquanto a água quente caía, eu abraçava ela de leve, sem querer invadir, sem querer forçar nenhuma intimidade que ela não quisesse agora. Só queria que ela soubesse que eu tava ali.
La