Gael ficou em silêncio por um momento, respirando fundo, como se aquela pergunta fosse uma barreira difícil de atravessar.
— Eu… nunca pude confiar em ninguém, Cecília — começou ele, a voz baixa, porém firme. — Nem mesmo nos meus avós. Eles tentaram constantemente me enganar, tentaram roubar tudo o que eu tinha. Acreditar em alguém sempre foi… difícil para mim. — Ele soltou um suspiro, e seus dedos começaram a acariciar os cabelos dela, quase como se buscasse consolo naquele contato.
Cecília