A casa em Moema parecia um refúgio depois do caos do hospital. O apartamento, antes cheio de tensão e silêncio pesado, agora respirava devagar. Marina organizara tudo com carinho: a cozinha cheia de alimentos leves (sopas, frutas cortadas, iogurte natural, biscoitos sem açúcar), o quarto principal com travesseiros extras para apoiar a barriga de Elisa, uma mesinha ao lado da cama com água, remédios, um livro de poesias que Marina trouxera (“pra ler quando a cabeça pesar”) e um vaso de lavandas