(Valentina)
Não falei mais nada.
Nem ele.
Voltamos para o salão como se nada tivesse acontecido, mas a imagem daquele homem continuava martelando na minha cabeça.
Eu tinha certeza.
Ele estava nos observando.
Não era impressão.
Não era paranoia.
Era aquele tipo de sensação que incomoda o estômago.
Aquela voz baixinha que insiste em dizer que alguma coisa vai dar merda.
E, quase sempre...
Ela acerta.
Assim que entramos, a banda voltou a tocar.
Garçons cruzavam o salão carregando bandejas de espum