POV de Alexandre
Veneza era uma cidade que flutuava sobre as águas como um sonho antigo. Os canais brilhavam sob o sol da manhã, as gôndolas deslizavam silenciosas, e o palácio dos Antunes erguia-se à beira do Grande Canal como um monumento ao poder. Mármore, ouro, silêncio. Tudo ali cheirava a dinheiro. Mas para mim, cheirava a veneno.
Mariana estava encostada à janela da suíte, o vestido vermelho escorrendo pelo corpo como sangue. Os cabelos ruivos brilhavam. Os olhos verdes fitavam o horizon