POV Emília
22h. O quarto está escuro, só o brilho fraco do abajur de cabeceira iluminando as paredes bege e o teto alto. Eu rolo na cama pela décima vez. O corpo ainda dói de um jeito bom e ruim ao mesmo tempo, mas a cabeça não desliga. O tédio me come viva. Sono? Nem sinal. Declan está em algum lugar da casa, provavelmente no escritório, olhando para documentos ou para o nada, pensando em mim como eu penso nele. E isso me irrita.
Levanto. Pego o celular, mas não tem nada que preste. Jogo de la