Assim que a revelação saiu da minha boca, senti a tensão no ar. O olhar de Bia queimava. Ela não demorou a explodir, e sua voz ecoou pela sala, carregada de fúria.
— Sua o quê? Ficou louco? — Ela avançou, os olhos fixos em mim, quase desafiando.
Eu mantive a calma. Respirei fundo e olhei para Sophia, que brincava inocentemente, alheia ao caos.
— Minha filha, Bia — repeti, tentando manter o controle.
Ela gargalhou, mas não era um riso leve. Era amargo, corrosivo. Todos os olhos estavam nela ago