Olhei para as lágrimas nos olhos de Daniel e para o peito dele, subindo e descendo entre os soluços.
Por um instante, hesitei.
Talvez ele realmente tivesse me amado.
Talvez tivesse se importado comigo de verdade.
Mas bastava lembrar das minhas súplicas antes de morrer, do laudo de gravidez que ele rasgou em pedaços e daquela cerimônia absurda para entender uma coisa: Daniel só me amava quando isso não contrariava as vontades e os interesses dele.
Amar Daniel durante cinco anos tinha sido um err