POV ENRICA
Acordei com a estranha sensação de que faltava algo.
O quarto estava silencioso, banhado por uma luz suave que atravessava as cortinas esvoaçantes. O ar carregava o perfume dele — ferro, pinho e aquele algo inexplicável que só Caleb tinha. O calor ainda impregnava os lençóis, como se ele tivesse estado ali havia poucos minutos. Mas não havia sinal dele.
Minhas mãos tatearam o lençol, o travesseiro… vazios.
O corpo ainda doía. Não da forma ruim. Era uma dor funda, morna, que vinha da