Assassino
O hospital tinha aquele cheiro irritante de desinfetante misturado com medo. Um odor que não sai da roupa nem da memória. Pessoas iam e vinham pelos corredores, passos apressados, vozes sussurradas, choros contidos. Médicos com jalecos amarrotados, familiares desesperados agarrados a qualquer centelha de esperança… e, ainda assim, ninguém reparava em mim.
Ninguém nunca repara.
Essa sempre foi a minha maior vantagem.
Dei um gole no café morno que comprei apenas para justificar minha