Enquanto esfregava o azulejo com a energia de quem se vinga da vida, meu celular começou a tocar. Me equilibrei como uma ninja molhada até o quarto, me agarrei ao aparelho e atendi sem checar o número.
— Alô?
— Clara? — A voz era grave, familiar e perigosamente sexy.
— Sim.
— Sou eu, Dante… Espero que não tenha se esquecido do nosso encontro.
Meus joelhos fraquejaram. Duda apareceu na porta do quarto com cara de "o que está acontecendo?" e eu levantei uma mão, pedindo silêncio, o coração ba