Do céu ao inferno.

Suzana

Eu estava ali totalmente nua, pronta para ele.Meu corpo passava por uma sensação mágica demais para se resumir a tesão. É uma coisa muito vulgar para descrever aquele momento com o meu Peter.

Com a garrafa na mão ele se aproximou da cama, bebeu mais um gole e logo sorriu pra mim. Um sorriso de canto como se fosse um malandro, me desconcertou por completo. Em seguida se debruçou sobre mim me dando um selinho e me deu um gole da bebida. Meu corpo tremeu com tanta sensualidade vendo ele despejar devagar a bebida sobre o meu corpo

—Quero sentir seu corpo inteiro inebriar meus sentidos hoje nervosinha —- Ele sussurrou com o seu rosto próximo a minha pele deixando seu nariz se encostar levemente.

 Devagar foi passando sua língua sobre o meu corpo com a intenção de sugar toda a bebida derramada em mim. Ele começou pelo meu pescoço com leves beijos e respiração ofegantes  de desejo. Sem que ele percebesse me belisquei para ter certeza de que aquele momento era real e era! Sem a menor pressa ele abocanhou  meus seios enquanto levava sua mão na minha região íntima massageando delicadamente com os dedos os pontos mais sensíveis que eu tinha. Parecia que aquele homem já esteve comigo antes, sabia tudo que me fazia flutuar de desejo. Estava totalmente rendida, já não aguentava mais e no meio de um gemido alto supliquei. 

—-- Me faça sua agora, eu quero você! —-- Vi ele encarando fundo nos meus olhos, ele estava faminto. Sem desviar o olhar ele foi entrando em mim devagar para que eu sentisse cada centímetro do membro dele pulsando em mim. Era maravilhoso. Ele foi se movimentando num ritmo lento que me deixava maluca, depois foi aumentando a  velocidade me arrancando gemidos de prazer. Que homem gostoso! Fizemos amor até a exaustão alcançar a gente. Com as pernas entrelaçadas caímos no sono.

Dois corpos nus deitados de bruço sobre a cama, apenas nossas pernas estavam se tocando enquanto seguiam com o corpo sobre lados opostos. A gente estava ali num sono profundo como se não houvesse preocupação.

O paraíso tinha me alcançado e eu não queria nada menos do que aquilo, sorri entre um meio sono e um despertar. De repente senti uma mão forte sobre minhas costa

 —- Peter? —- Perguntei ainda de olhos fechados seguidos de um sorriso.

 —- Acorda, ô bonitinha tá na hora de ir —- Abri meus olhos assustada vendo aquele homem de pé do lado da cama. Era um segurança alto e forte, Peter ainda estava num sono muito pesado que aparentava que ia demorar para acordar.

  O homem me cutucou mais uma vez mandando eu me levantar estendendo um lençol com a outra mão para eu me cobrir. Em seguida se dirigiu até a porta ficando de costas para mim, mas permaneceu ali dentro ainda.

 —- Vista-se logo para ir embora, normalmente a gente deixa as mocinhas tomarem banho para não irem embora cheias de champanhe e saliva no corpo, mas dessa vez Peter demorou mais que o esperado com você. Já é dia, então seja rápida para evitar qualquer infortúnio!

Meus olhos se arregalaram e muito constrangida me levantei da cama enrolada no lençol e começou a catar minhas roupas em silêncio e me vesti o mais rápido que pude. Já estava chorando por estar passando por aquela situação. Não tive forças para proferir uma palavra sequer, apenas parei ao lado do segurança que abriu a porta me pegando pelo braço como se eu tivesse invadido o local. Fui saindo com ele enquanto olhava para trás vendo Peter ainda deitado na mesma posição sem mexer um centímetro sequer. Quando chegamos já na entrada havia um carro esperando. O segurança só disse para eu entrar explicando que o motorista me levaria para onde eu quisesse. Entrei no carro e o segurança chegou na janela.

—- Parece que você se afetou mais do que as outras, você me parece romântica também. Lamento por você, mas era só ter curtido o momento. Sinto muito Bonitinha.

  O carro arrancou e depois de informar o meu destino para o motorista fiquei em silêncio durante todo o percurso. Assim que o carro parou na frente do meu prédio, o motorista travou as portas do carro e sem olhar para mim direito me entregou um documento e só disse:

—--- Assine! —-- Era um contrato de confidencialidade, é claro que todos eles iriam garantir que nada viesse a público. Mas com toda a humilhação que eu passei, a última coisa que eu queria é que alguém soubesse daquilo. 

Eu não falei nada, só peguei o maldito papel e assinei em meio a muitas lágrimas. De cabeça baixa entreguei o papel para aquele estranho que nem sequer me encarava. Ele pegou o documento da minha mão de forma brusca, analisou o documento e o guardou. Em seguida entregou o meu celular e destravou as portas do carro e me mandou sair.

Quando finalmente estava no meu apartamento me joguei no sofá e caí no choro por ter passado por tamanha humilhação.

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