Selene voltou a si aos poucos, o corpo latejando como se cada osso tivesse sido triturado individualmente. Estava ainda amarrada à cadeira, o cômodo agora iluminado por velas dispostas em círculo ao redor dela — um arranjo que lembrava perigosamente os diagramas rituais que vira nos livros da biblioteca.
Valentina estava sentada em um banco baixo à sua frente, observando-a com uma calma que era, de alguma forma, mais aterrorizante do que a fúria de antes.
— Finalmente acordou — disse ela, a voz