Miguel Narrando
Eu já tinha chorado antes.
Chorei quando o corpo de Zayn nunca foi encontrado.
Chorei quando vi minha tia Naomi definhar aos poucos, mesmo tentando ser forte.
Chorei em silêncio, sozinho, nos cantos da casa, quando ninguém podia ver.
Mas aquilo… aquilo era diferente.
Era um choro que não doía.
Era um choro que limpava.
Cada reencontro parecia arrancar uma camada de tristeza que estava grudada em nós há dois anos. Era como se a casa, que sempre foi grande, tivesse ficado pequena