Miguel Narrando
Dois meses.
Dois meses inteiros desde que Zayn atravessou aquela porta como um milagre vivo, desde que a casa voltou a respirar, desde que o silêncio pesado foi substituído por risadas tímidas, música baixa na sala e cheiro de café fresco pela manhã.
Ainda parecia um sonho.
Às vezes eu acordava assustado, o coração acelerado, precisando correr até o quarto dele só para confirmar que era real. Que ele estava ali. Vivo. Inteiro. Implicante como sempre.
— Eu não acredito que você a