Chiara
O cheiro. O primeiro erro de Lorenzo Bellini foi o cheiro.
Quando empurrei a porta daquela presidência blindada, o perfume que ele usava desde os dezessete anos estava lá, mas o ar carregava uma densidade diferente. Uma nota quente, abafada, quase imperceptível para quem não conhecia a anatomia daquele homem tão bem quanto eu. Conhecer Lorenzo Bellini e acompanha-lo mesmo de longe, era perceber a menor mudança na tensão dos seus ombros, no ritmo da sua respiração ou no silêncio que ele d